Vi na capa da revista Visão (equivalente a “Veja” no Brasil) uma matéria que me chamou atenção : Acordo Ortográfico – Saiba como escrever o Português Corre(c)to. Por acaso já tinha ouvido comentários a respeito disso e então resolvi comprá-la.
No trabalho já comentaram coisas do tipo: “Agora vamos falar brasileiro!”, Pois quem sofrerá uma maior mudança é o português de Portugal e isso os deixa um pouco intrigados. Se foram eles que criaram a língua, por que agora teriam que se adaptar as diferenças da colônia? E isso parece por em questão a velha rixa entre esses dois povos onde o mal colonizado é superior ao colonizador.
Vamos ao Acordo que corresponde aos 0,5 % de diferença dos paises separados pelo Atlântico. Os portugueses continuarão a ir a casa de banho, usar embalagens de esferovito e ir ao talho enquanto os brasileiros continuarão a ir ao banheiro, usar embalagens de isopor e ir ao açougue. O que muda são as consoantes mudas ( tornando a lingua escrita mais similar a falada) acção→ação, leccionar→lecionar, eléctrico→elétrico; passam a usar as letras k, y e w : Ioga→ Yoga; algumas regrinhas de acentos, letras maiúsculas e “hífenes”. E para os canarinhos, a mudança mais marcante é a ausência do trema.
Se formos aos números, de fato é mais simples mesmo mudar um país com 10 milhões a mudar um de quase 190. É até uma questão lógica ( Imaginem quantos dicionários e livros didáticos teriam de ser mudados) . Mas nós não somos os únicos a compartilhar línguas, right? E comos os outros fizeram? Os espanhóis e os sul-americanos ou os ingleses e os americanos. Quanto ao inglês por exemplo, não há registro de qualquer acordo entre os vários paises que falam inglês, mas por algum tempo algumas regras americanas não eram bem aceitas em escolas britânicas.
Vamos esquecer as mágoas da época da colonização que isso é passado e sim aproveitar as vantagens óbvias desse Acordo para a comunidade lusófona.
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